quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Bem vindos.

Isto é um edifício. Eu moro ali em cima. Lá em baixo é o meu quintal.
Estamos neste momento a meio desta construção, do prédio virtual.
Encontramo-nos na divisão que eu mais gosto, a do meio, individual.
Sois bem vindos e bem vindas, podeis comentar, pois então pessoal.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Aniversário.

Pois então, faz hoje quase mais de metade da minha vida em que conheci o meu primeiro amor. Não consigo dizer porque não deu. Mas não deu. Creio que não podíamos. Talvez a violência do tempo, tempo esse em que não havia tudo e o medo de perder era imperial. Mais de metade da minha vida, porque talvez as castas sejam diferentes e teimosas no toque entre si. Pergunto-me se este exagero não será por causa da mais tremenda atracção.
Bem dita seja a verdade e bem celebrado este meu desejo. Fez-me fazer o que muitos imaginam e poucos suportariam. Não sei faze-lo de outra forma senão dizendo que vou continuar a esperar e a procurar, firme. Bem dito seja o dia em que a volte a encontrar.
 

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Alma 2.

Oiço-a a gritar: “para ser dono do bem, com ou sem fados, não só é preciso compreender as verdades, como estimar o problema e os seu derivados.”Coisa loucas: “Rainha branca, come a preta e fica cinzenta, mais astuta, mais atenta”, “lua, bela e sagrada, dá-me o teu sorriso que a mim tanto agrada”ou “…podes ser tudo o que quiseres…”. Creio que existe um sorriso na sua cara. Sei, não é som de triste, é alegre, a felicidade ampara.
Existem outros sons… fala do medo e do vestido rasgado. Das garras que foram mãos, das luvas e dos irmãos… das saudades. Dos amantes visitantes sempre, sempre distantes. Dos papelinhos espalhados, das partidas, os pedidos de perdão, as invocações do choro, a comoção da imensidão.
Dá-me sempre uma saudação, seja como for. Cumprimenta e afasta-se vá para onde for.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Alma.

Por aqui todos entram, comem, dormem, convivem e saem.
Ela só sai e entra. Barrica-se no silêncio, tudo pára.
Os vizinhos dizem que fala com as árvores, que se põe imóvel.
Que o seu corpo fica tenso, suspenso no ar por fios invisíveis.
Vende a alma, partilha os seus vazios por preencher.
 Dizem que foi aprendiz e hoje é mestre de possíveis.
Fique horas a olhar para a sua porta, sentia a sua tempestade morta;
Majestade da espera, uma princesa domadora da sua interna fera
Lá fica ela na sua materna esfera, insanidade que se diz paterna, da guerra e da quimera.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Estalajadeiro.


Sei cavar, semear e regar, tenho um jardim e uma horta, um galo e uma galinha, um coelho e um gato que não se importa.
 Entendo o clima e estas paredes, conheço a sua sede. Areia e pedra, pouco cimento porque é velha cadente como o seu criador, esse sim, já não sente a dor.
Sinto saudades da minha prometida, tornei-me no que sou e espero que não esteja ofendida. Á treze anos que espero, a três que não oiço a resposta que quero. O correio parou de entregar e de receber, aqui fico eu a sofrer, sabendo que ficou muito amor no meu entender. Foi uma despedida breve com promessas que no corpo e na alma… revelar segredos não, não me peças.
Onde ficou a tua calma? Terá sido comigo? Aqui sou conselheiro, confidente e amigo. Prestável para todos, só não sei ser relojoeiro. Respeitam-me, ajudam-me, tenho o cinto apertado mas vejo o meu coração é bem acarinhado.
 Jóias! Só na alma e as migalhas que ficam no papel, trituradas, filtradas e enviadas para este portal, esperando que ela oiça, responda e aconteça antes que a minha alma esmoreça. Segui-mos afastados, com a bússola e o relógio afinado, bem equipados, esperando o dia em que seremos amados. Nada me diz que não deixamos de estar apaixonados.
Luvas descalçadas. A fuga está estancada. Animais alimentados e tudo regado, está na hora de ver se o pessoal na escola está todo preparado. Despe o fato de macaco. Os primeiros dias são atarefados de questões, ilusões, muitas respostas e sem palavrões. É sempre assim que se repete há muitos Verões.

sábado, 28 de agosto de 2010

Por escrever:

Report from the quantum sphere
Baby craing. Silver fork drop on the floor
The father is traing to eat and grab the fork
The mother is traying to say quanto beautiful e tanto calor
Está naquela sala, onde sinto tudo ao mínimo o toque
Á mínima gargalhada, ao mínimo gemido.
The dogs dont bark over une hora…ui!
O que fui dizer… o que estou a descrever…
Hoje esteve a chover; é tudo o que oiço dizer.
Chover.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010